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Fed eleva juros pela segunda vez e sinaliza duas novas altas em 2018
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O Federal Reserve, banco central norte-americano, elevou a taxa de juros nesta quarta-feira, movimento amplamente esperado mas que ainda assinalou um marco na transição em relação à política monetária usada para combater a crise financeira e a recessão de 2007-2009.
Ao aumentar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 1,75 e 2 por cento, o Fed retirou sua promessa de manter a taxa baixa o suficiente para estimular a a economia "por algum tempo" e sinalizou que toleraria a inflação acima da meta pelo menos até 2020.
O Fed elevou a taxa de juros sete vezes desde o final de 2015 diante da contínua expansão da economia e do sólido crescimento do emprego, tornando obsoleta a linguagem de seus comunicados anteriores.
A inflação também está se encaixando, com novas projeções das autoridades indicando que ela ficará acima da meta do banco central de 2 por cento, atingindo 2,1 por cento neste ano e permanecendo assim até 2020. 
As autoridades também projetaram ritmo ligeiramente mais rápido de aumentos dos juros nos próximos meses, com duas altas adicionais esperadas até o final deste ano, contra uma anteriormente. 
Eles veem mais três aumentos dos juros no próximo ano, ritmo inalterado sobre a previsão anterior.
O mercado de trabalho continua se fortalecendo, a atividade econômica tem aumentado a um ritmo sólido", informou o comitê de definição dos juros do Fed em comunicado, acrescentando que a decisão foi unânime. 
"Os gastos das famílias aceleraram enquanto o investimento fixo empresarial continua crescendo com força", completou o Fed.
Os juros de curto prazo do Fed, referencial para uma série de outros custos de empréstimo, está agora praticamente igual à taxa de inflação, um avanço na batalha do banco central nos últimos anos para fazer a política monetária voltar a normalidade.
Embora os juros estejam agora praticamente positivos em base ajustada à inflação, o Fed ainda descreveu sua política monetária como "expansionista", com aumentos graduais provavelmente justificados já que a economia entra no 10º ano seguido de crescimento.
O Fed agora projeta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8 por cento este ano, ligeiramente acima da estimativa anterior, caindo a 2,4 por cento no ano que vem. A taxa de desemprego foi estimada em 3,6 por cento em 2018, contra 3,8 por cento previstos em março.